As causas da maior desvalorização da bitcoin em Janeiro de 2018

    Augusto Constantino

    A bitcoin que é a moeda digital mais popular em todo mundo sofre a maior desvalorização no presente janeiro de 2018. Muitos dos investidores estão preocupados com esse fenómeno que está a abalar não só a própria comunidade dos que usam a referida moeda, mas a todos os que estavam para comprar.

    >Criptomoedas estão a enriquecer muitos
    >Comprar bitcoin em Moçambique

    Para uma olhada e observação do que está a acontecer iremos mostrar duas imagens a seguir retiradas da coinmarkecap.

    desvalorização da bitcoin

    Muitas são as especulações a respeito da referida desvalorização da bitcoin. Uma coisa que se sabe é que no final do ano passado a moeda chegou a custar aproximadamente 20 mil dólares americanos e hoje ela cai para dez mil…afinal o que está a acontecer?

    grafico mostrando a ascensão e a queda da bitcoin grafico mostrando a ascensão e a queda da bitcoin

    Causas da desvalorização da bitcoin em janeiro de 2018

    A maior causa dessa desvalorização deve ser a possível tentativa dos Governos de alguns países regularizarem ou mesmo banirem as práticas e usos da bitcoin. Os referidos países são os que mais tendem a utilizar ou comercializar usando a bitcoin como o meio de troca – dinheiro.
    O governo da Coreia do Sul havia informado que planeja proibir o comércio de criptomoedas, o que levou o preço do bitcoin a despencar e gerou protestos de investidores sul-coreanos.

    O site de notícias sul-coreano Yonhap informou que o ministro das Finanças, Kim Dong-yeon, disse a uma estação de rádio local que o governo vai chegar a um conjunto de medidas para conter o investimento “irracional” na moeda digital.

    “São principalmente as questões regulatórias que estão assombrando a criptomoeda, com as notícias sobre a nova repressão da Coreia do Sul direcionando o mercado no hoje”, disse à Reuters o estrategista-chefe da Think Markets, Naeem Aslam, que detém o que descreveu como quantidades “substanciais” de bitcoin, Ethereum e Ripple.
    “Mas nós mantemos nossa posição. Não acreditamos que a proibição total de criptomoedas é possível”, disse ele.
    O bilionário investidor norte-americano Warren Buffett, declarou que nunca investirá em criptomoedas, afirmando que tem “quase que certeza que as moedas virtuais terão um fim ruim”.

    Enquanto isso, no início da semana, o banco central de Israel afirmou que não reconhece criptomoeadas como moedas reais e que é difícil elaborar regulamentos para monitorar os riscos dessa atividade para os bancos do país e seus clientes. Na avaliação do BC israelense, as moedas digitais deveriam ser consideradas como ativo financeiro, não como moedas.
    No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado de capitais, decidiu proibir a compra direta de moedas virtuais como o Bitcoin por fundos de investimento regulados e registrados no país.

    Na semana passada, a contraparte norte-americana da CVM, a Securities and Exchange Commission (SEC), fez um alerta ao afirmar que os investidores têm que ter cautela com criptomoedas e que muitos promotores de ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês) e outros investimentos em moedas digitais não seguem as leis federais e estaduais de valores mobiliários.

    O próprio presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, fez em meados de dezembro alerta sobre o risco de ocorrência de bolha no mercado de moedas digitais, classificando-as como “pirâmide” e passíveis de serem usadas em crimes.
    Ler mais no Globo Economia.

    Bitcoin em Moçambique

    O Banco de Moçambique tem vindo a desencorajar o uso ou investimento dessa “moeda virtual” alegando que ela esteja relacionada a esquemas criminosas, como tráfego de drogas e de outros níveis.
    Além disso o Banco de Moçambique afirma que, por esta moeda ser descentralizada, não existem formas ou mecanismos de como proteger o cidadão que venha a perder o seu investimento.

    Docente universitário, formado em farmácia. Com mestrado em Teologia e análises clínicas. Webdesigner...possui vários sites na internet inclusive o site Augusto Constantino onde posto material didático e relevante para áreas de farmácia, nutrição, teologia e marketing digital.