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Xamanismo

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A mais pura expressão do Xamanismo se encontra entre os povos do Árctico e da Ásia central, mas o fenómeno aparece também no Sudeste Asiático, na Oceania e mesmo entre os povos indígenas da América do Norte. Xamanismo é uma experiência mística própria de religiões primitivas, centrada na pessoa do xamã, que se acredita ser  capaz de curar e de se comunicar com os espíritos. Aparece em algumas religiões como ideologia principal e em outras como fenómeno suplementar. Seus poderes se devem à técnica do êxtase, que domina, e que consiste em poder abandonar o corpo quando em estado de transe.

O xamã exerce as funções de curandeiro, sacerdote e condutor de almas. Os povos que admitem o xamanismo acreditam que a doença é provocada pela perda da alma. Assim, o xamã deve de início descobrir onde se encontra a alma perdida ou sequestrada por algum espírito do mal. Empreende, em seguida, uma difícil e perigosa viagem ao outro mundo para resgatar a alma e devolvê-la, saudável, ao corpo do enfermo.

Nós acreditamos que o neopentecostalismo tem dado passos alarmantes e parece ser semelhante ao cristianismo actual…voltemos ao evengelho:

“Portanto, cada vez que nos aproximamos de Deus por meio de alguém que diz ter um acesso especial a Deus, ou que afirma possuir conhecimentos superiores sobre as divindades para obter favores que costumamos chamar de bênçãos, agimos como os adeptos do xamanismo ou mesmo como os antigos fiéis das religiões cananéias. A grande diferença do Evangelho em  relação aos demais sistemas de fé, reside no fato de que Deus quer se relacionar com seus filhos por meio do amor. Logo, toda relação de troca, na qual o fiel se aproxima de Deus para obter favores com a execução de determinados rituais, está muito mais próximo do xamanismo do que do Evangelho de Cristo.”

O indivíduo pode se tornar xamã por decisão própria ou por escolha da comunidade – o que é raro -, por hereditariedade ou por vocação espontânea. O escolhido é preparado por um mestre que lhe ensina a técnica do êxtase, a genealogia e a mitologia da tribo, os nomes e as funções dos espíritos, os meios de cura, o domínio do fogo e o tratamento que deve dispensar aos deuses, aos demónios, às almas dos mortos e aos espíritos da natureza. Em geral, o xamanismo participa das religiões de povos que têm na caça a base de sua economia e acreditam na existência da alma da natureza e de animais, assim como na sobrevivência dos espíritos dos antepassados.

Quanta semelhança com o neopentecostalismo! Tal como ocorre no xamanismo, o culto neopentecostal gira em torno de um líder carismático, conhecido como “ungido do Senhor” (o xamã). Este, conforme é ensinado, é “aquele que conhece”, é o “indivíduo, homem ou mulher, que estabelece o vínculo com o mundo sobrenatural”. Ele é o canal de comunicação entre o “mundo espiritual” e os fiéis. Por isso, age como sacerdote, curandeiro, conselheiro, guardião da memória e das lendas e, às vezes, até como guerreiro espiritual contra o mal, expulsando demônios, quebrando maldições, feitiços, etc. O ungido do Senhor é alguém que tem a capacidade de controlar tecnicamente o êxtase (estado alterado de consciência) seu e o alheio. Ele faz com que as pessoas caiam, pulem, dancem, tenham tremeliques, apenas com seu sugestionamento. Sua palavra é lei, ninguém pode contrariá-la, porque, se o fizer, “a mão do Senhor irá pesar”. Sendo assim, pouco importa o que a Bíblia diz, o importante é palavra do “ungido do Senhor”, é aquilo que ele faz ou o que ele diz que pode fazer.

O mais impressionante, no entanto, é que as semelhanças não param por aí. No xamanismo, existe a crença de que há a necessidade de buscarmos força e poder através do contato com os espíritos dos animais, visto que estes estão mais próximos da Fonte Divina. Esses espíritos trazem consigo seus talentos específicos, uma espécie de essência espiritual, e, por meio disso, transmitem aos homens a sua sabedoria, aumentam a resistência a doenças, acuidade mental e a autoconfiança. Por conta disso, em suas danças e rituais, os xamanistas imitam animais, tais como o leão e a águia. Existem até canções dedicadas a esses seres. De igual modo, nas igrejas neopentecostais propaga-se com frequência, dentre um diversificado cardápio de unções, a unção dos quatro seres viventes. Por ocasião de sua concessão, que supostamente é obra do Espírito Santo, o indivíduo começa a agir como um dos quatro seres (leão, águia, novilho ou homem), andando de quatro como um leão, batendo asas como uma águia, etc. Isto é, assim como os xamanistas, os neopentecostais, em suas danças e rituais, imitam animais.

Diante disso, eu te pergunto: como posso dar crédito a algo que, além de não se basear na Bíblia, apresenta fortes semelhanças com uma prática religiosa mais antiga que as Escrituras, mais antiga que o próprio judaísmo, que remonta, na verdade, a um período anterior à Revelação Divina, e que nada tem a ver com Ela?

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