Salvação: a doutrina

salvação e recompensa

Em teologia usamos a palavra Soteriologia para definir tudo o que se relaciona com salvação, pois a palavra deriva de SOTER que em grego significa: “salvação” “libertação” “preservação”. Note-se de início que uma palavra grega pode termais do que um significado.

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Existem vários assuntos que poderiamos descrever desde o pecado até adoção, mas neste artigo iremos nos fixar em apenas um aspecto: a justificação.

A justificação como parte integral da salvação

A justificação é um ato declarativo, ou seja, uma declaração de Deus. Não é algo operado no homem, mas sim algo declarado a respeito do homem.Um ato fora de nós, por nós e completamente realizado pela soberania de Deus.

A justificação significa para o pecador arrependido, a mudança de posição diante de Deus de condenado para justificado (Romanos 5:1; 8:33, 34). Lembre de Gênesis 3:9.

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Do que está envolvido a justificação? Veja a seguir:

#1 – A Remissão da Pena.

A pena para o pecado é a morte nos seus três aspectos, espiritual, física e eterna (Gênesis 2:17, Romanos 5:12D14; 6:23).

Esta pena foi removida de forma eficaz, completa e satisfatória na morte de Cristo, que sofreu o castigo de nossos pecados em seu próprio corpo (Isaías 53:5- 6; 1ª Pedro 2:24).

Como Cristo sofreu o castigo do homem pelo pecado. Foi, portanto, uma morte substitutiva. Deus agora revoga o castigo no caso dos que creem em Cristo (Atos 13:38D39; Romanos 8:1, 33-34; 2ª Coríntios 5:21).

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#2 – A Restauração ao Favor.

Um criminoso que foi perdoado pode ser restaurado a seus direitos civis, se o castigo revogado envolver a perda deles, mas não está reconciliado à sociedade. Não está restaurado ao favor de muitos que o hão de considerar ainda criminoso. A justificação, no entanto, assegura a restauração ao favor e à comunhão de Deus.

#3 – A Imputação da Justiça.

Imputar é creditar alguma coisa a alguém. É atribuir ou conferir a alguém o direito que não tinha. A justiça de Cristo nos é imputada (2ª Coríntios 5:21; 1ª Coríntios 1:30).

A justificação do pecador

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O nascimento de Jesus foi o acontecimento mais surpreendente que já aconteceu sobre a terra. Nada igual a isto ocorreu no passado. E nada igual poderá suceder jamais.

Ele nasceu de uma mulher, conforme a profecia, cresceu num humilde lar de um carpinteiro, viajou como pregador itinerante, morreu em agonia e vergonha, se levantou da tumba e ascendeu aos céus. Os doze apóstolos foram escolhidos como testemunhas oculares destes acontecimentos.

Depois Cristo escolheu um outro homem por meio do qual o Espírito Santo revelaria o verdadeiro significado daqueles acontecimentos narrados nos  evangelhos. É nos escritos de Paulo que o Evangelho dado aos hebreus em forma de símbolo, sombras e promessas fica plenamente revelado.

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O tema do Evangelho de Paulo é Cristo, e este crucificado para justificação dos pecadores (1 Coríntios 2:2; Gálatas 1:4) É certo que os demais apóstolos também deram testemunho da salvação dos pecadores por meio de Jesus; porém Paulo nos mostra como é que o Evangelho é uma revelação da justiça de Deus (Romanos 1:16 e 17).

Como pode um Deus justo justificar a pecadores?

Como pode a extensão da misericórdia para transgressores da Lei ser consistente com as exigências da Justiça divina?

Estas e outras são as perguntas interessantes que devem ser respondidas, se é que o homem rebelde há de reconciliar-se com o carácter de Deus.

A palavra chave nos escritos de Paulo é justificação. Tanto no Antigo Testamento como no Novo, as palavras justificar e justificação têm um significado legal e judicial bem definido; são palavras que estão intimamente relacionadas com a ideia de juízo ou teste (Deuteronômio 25:1; 1 Coríntios 4:3; Mateus 12:37).

A palavra justificação pode ser definida como ser alguém declarado justo por um tribunal. Quando se diz que Deus justifica a um homem, quer-se dizer que seu caso foi levado a juízo diante de Seu Divino Tribunal e que, depois de examinar o caso, declarou-se o acusado tão livre de qualquer falta ou culpa como se fosse todo ele justo e agradável a vista de Deus.

Em português convencional, a palavra aceitação se ajusta bem ao significado de justificação dado na Bíblia.

Na epístola de Paulo aos Romanos o apóstolo propõe responder ao grito universal do coração humano: “Como, pois, seria justo o homem perante Deus?” Jó 25:4.

O que significa essa pergunta é: Que posso fazer para levar Deus a aceitar-me? Então a resposta de Paulo é enfática: Absolutamente nada!

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Antes de apresentar, na epístola aos Romanos o modo mediante o qual Deus alcança o homem, o apóstolo expõe a inutilidade do modo mediante o qual o homem tenta alcançar a Deus. Não há nem um justo, ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus, ninguém que faça o bem (Leitura obrigatória: Romanos 3:10-12).

Paulo diz simplesmente que ninguém pode chegar a ser justo à vista de Deus mediante sua forma de agir. Aqui ele usa o tempo futuro do verbo. Ele quer dizer que nenhum mortal virá a ser considerado justo alguma vez com base em
sua própria vida – “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” Romanos 3:23.

Ou, ainda como diz Salomão: “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e que nunca peque”. Eclesiastes 7:20.

Não há nenhuma forma de o homem se auto-justificar diante de Deus, a inutilidade de qualquer método humano de Salvação fica completamente descartado, pois a Salvação, a Libertação e a Preservação (grego = soter) só seria possível por uma intervenção divina nos assuntos humanos.

Tendo abatido o orgulho humano, e havendo exposto a inutilidade de todos os meios humanos, o apóstolo nos mostra que a justificação do homem procede completamente de Deus.

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Autor: Augusto Constantino

Augusto Bene Tomé Constantino é Moçambicano. Nasceu na cidade de Chimoio, província de Manica. Formado em Farmácia pela Universidade Zambeze, leciona curso de Licenciatura na Faculdade de Ciências de Saúde da UniZambeze. Trabalha com microencapsulação de compostos bioativos usando biopolímeros de origem vegetal.