Depuração Extrarenal nas intoxicações agudas

Depuração Extrarenal nas intoxicações agudas

A depuração extrarenal é útil para eliminação dos produtos tóxicos. Vários são os critérios usados para se recorrer a esta técnica:

  • Critérios clínicos,
  • Critérios toxicocinéticos e
  • critérios analíticos.

O nosso objectivo neste artigo não é descrever os critérios acima, mas sim como é feita a depuração extrarenal. Esta forma de aumentar a eliminação do toxicante facilita a correção dos transtornos hidroeletrolíticos  e o tratamento da insuficiencia renal aguda associada, bem como pode ajudar no tratamento da insuficência cardíaca.

Temos que assumir que quase todas técnicas de depuraração extrarenal pode ter complicações do acesso vascular (punções arteriais, por exemplo) ou mesmo a problemas provocados pela mesma técnica como a hipotensão arterial, coagulação do filtro ou do circuito extracorpóreo, hemorragias, trombocitopénia, trasnmissãi de infecções, entre outros.

Vejamos agora as técnicas:

#1 – Depuração extrarenal por hemodiálise

A hemodiálise é regida pro dois princípios básicos: (1) a difusão que depende da permeabilidade da membrana, do peso molecular do tóxico, do gradiente de concentração e das restantes características farmacocinéticas; já (2) a ultrafiltração depende do gradiente de pressão gerada e da permeabilidade hídrica da membrana.

A hemodiálise é indicado para eliminar o toxicante e seus metabólitos, eliminar o complexotoxicante-antídoto ou tratar o fracasso renal agudo.

#2 – Depuração extrarenal por diálise peritoneal

A membrana do peritoneo é o usada para intercâmbio. Nesta membrana, o fluxo sanguíneo é constante (de 70 a 100 mL/min) e a transferência de solutos é feita por difusão a favor de gradiente de concentração até se obter o equilíbrio.

Pode criar-se uma situação de ultrafiltração se o líquido é adicionado a solutos osmóticos.

O líquido pode ser absorvido por vasos linfáticos, pelo que a depuração do sangue será determinada pelo balanço entre a difusão, ultrafiltração e absorção. O resultado da diálise aqui referida depende do gradiente de concentração que se mantém ao mudar o líquido da diálise, e também do peso molecular do toxicante.

#3 – Depuração extrarenal por Hemofiltração

A hemofiltração desvia o sangue do paciente para um filtro que tenha uma membrana que, através da qual, se consegue movimentos de substâncias por convenção. Para isto acontecer é necessário que exista um gradiente transmembrana.

Os principais factores que determinam a taxa de ultrafiltração são a superfície da membrana do hemofiltro e o fluxo sanguíneo. As membranas utilizadas têm poros de diámetros consideráveis, o qual permite uma rápida extração de fluidos e electrólitos em comparação às membrans convecionais da hemodiálise.

#4 – Depuração extrarenal por Hemodiafiltração

A hemodiafiltração é semelhante a hemofiltração. Porém, ela adiciona a este sistema outro de diálise contínua, usando o memso hemofiltro, para conseguir movimentos de convenção junto com o transporte por difusão da diálise.

Uma vantagem da hemodiafiltração é a correção simultânea de desequilíbrios hidroelctrolíticos e da insuficiencia renal.

O benefício mais importante consiste em prevenir o efeito rebote de alguns agentes tóxicos depois da interrupção da técnica extractiva.

Chegados aqui iremos apenas citar outras técnicas que também são importantes:

  • Hemoperfusão: o sangue é colocado em contacto directo com o carvão activado;
  • Plasmaférese, e
  • Exanguinotransfusão.
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