Diagnóstico geral das intoxicações

diagnostico geral das intoxicações

O diagnóstico geral das intoxicações é feito da mesma forma que um diagnóstico da causa da situação problemática de doença, que é fundamentada em anamnese, exploração física e explorações complementares.

#1 – Anamnese como meio de diagnóstico geral das intoxicações

A maioria dos pacientes que sofrem intoxicaçõe estão conscientes e, quando são atendidos, revelam a história do seu contacto com o produto tóxico.

Quando o intoxicado está incosciente a anamnese deve ser realizada aos familiares, amigos ou acompanhantes, sem se esquecer de realizar a anamnese aos companheiros que estiveram com ele nas últimas horas.

Caso não se tenha obtido uma informação suficiente, haverá necessidade de se investigar a residência habitual ou onde se encontrou o paciente, em busca do agente toxicante.

#2 – Exploração física como meio de diagnóstico geral das intoxicações

A exploração física permite apoiar ou estabelecer uma hipótese diagnóstica e, em qualquer caso, ajuda a averiguar a gravidade da intoxicação.

#3 – Exames complementares como meio de diagnóstico geral das intoxicações

Dentre os mais diversos exames os que têm importância clínica nas intoxicações são: a análise geral, a toxicológica, a radiologia e o ECG.

Para análise geral temos que averiguar o hematócrito, a glicémia, a creatinina, o ionograma eo equilíbrio ácido-base. Há casos em que teremos que adicionar outros parametros, como a gasometria arterial, calcemia, protrombina, osmolaridade, dentre outros.

As análises toxicológicas urgentes devem ser solicitados em casos graves como o estado de coma ou transtorno do meio interno de origem desconhecida, ou quando o conhecimento da concentração no sangue de um agente tóxico pode ter interesse terapêutico ou implicações médico-legais.

Da mesma forma, não é justificável a análise quantitativa de alguns agentes tóxicos, por exemplo, de benzodiazepinas a um paciente que existe suspeita fundamentada da ingestão deste fármaco, que apresenta um quadro clínico leve e também  o tratamento não irá variar embora se tenha o resultado da análise como positivo.

A radiografia do tórax tem importância para os pacientes expostos a gases e vapores tóxicos, nos quais existam sinais e sintomas de insuficiência respiratória. Também teremos que considerar a radiografia do toráx nos pacientes com uma intoxicação grave, uma vez que o aparelho respiratório apresenta o maior número de complicações.

A radiografia do abdómen tem interesse mais limitado, excepto na ingestão de cáusticos. Também poderemos confirmar a ingestão de substâncias radio opacas (ferro, mercúrio, arsénio) e descobrir as drogas ilegais ocultas no tubo digestivo ou vagina.

O ECG é importante na toxicologia para casos graves e nas intoxicações que participam substâncias cardiotóxicas.