Coronavírus não está sofrendo mutação rápida

Uma equipe de cientistas descobriu que o novo coronavírus não está sofrendo mutação significativa, sugerindo que qualquer vacina desenvolvida para combatê-lo poderá permanecer eficaz a longo prazo.

A equipa estudou o código genético do coronavírus e descobriu que ele permanece estável, pois infecta mais pessoas. A descoberta pode ajudar os cientistas a desenvolver vacinas, que podem combater a doença mortal COVID-19 por um longo tempo.

Os pesquisadores também observaram que o vírus não está se tornando mais perigoso à medida que se espalha, lançando luz sobre o mecanismo de como vírus infecta e como ele se comporta.

Com essas excelentes notícias, empresas farmacêuticas, instituições de saúde e laboratórios científicos que estão correndo para encontrar uma vacina podem desenvolver uma com boa durabilidade.

Como um vírus sofre mutação

Assim como a seleção natural contribuiu para a evolução dos seres vivos, como seres humanos, plantas e animais, ela também molda os vírus. Embora os vírus possam não ser considerados seres vivos, eles são capazes de sofrer mutações.

Quando um vírus entra no corpo humano, o sistema imunológico o detecta e tenta matá-lo. O trabalho do patógeno é fugir do sistema imunológico, invadir uma célula hospedeira e se reproduzir; então ele pula para outro “abrigo”. Para fugir do sistema imunológico, o vírus sofre mutação, de tal modo que o corpo encontra dificuldades para encontrá-lo e eliminá-lo.

No geral, os vírus sofrem mutação rapidamente em comparação com outros organismos. Embora possa parecer assustador, mutações neurais, que melhoram ou impedem a sobrevivência do vírus, podem não causar nenhuma mudança perceptível nas pessoas que infectam.

Mutação do coronavírus (SARS-CoV-2)

No caso do novo coronavírus, que sofreu uma mutação ao longo da pandemia global, os pesquisadores observaram que ele não sofre uma mutação tão rápida quanto outros vírus.

A doença de coronavírus (COVID-19), causada pelo SARS-CoV-2, começou em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China. O vírus se espalhou para 172 países, com a China, Itália, Espanha e Estados Unidos os países que estão sofrendo mais do vírus.


Um estudo anterior mostrou que o vírus sofreu uma mutação, da cepa que infectou mais de 80.000 pessoas na China, à que circula na Europa e em outras partes do mundo. Um geneticista molecular do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, disse que as cepas que infectam pessoas nos Estados Unidos têm apenas de quatro a dez variações genéticas da cepa que se originou em Wuhan, na China.

“Esse é um número relativamente pequeno de mutações por ter passado por um grande número de pessoas”. Nesse ponto, a taxa de mutação do vírus sugeriria que a vacina desenvolvida para a SARS-CoV-2 seria uma vacina única, e não uma nova.”, disse Peter Thielen.

Referências

Artigo adaptado da Medical News.

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