HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO

O hidróxido  de alumínio apresenta-se em comprimido de 500 mg, Oral

INDICAÇÕES:

(1) Alívio sintomático da dispepsia ulcerosa e do refluxo gastroesofágico não erosivo. (2) Dispepsia funcional (não ulcerosa). (3) Hiperfosfatémia (na insuficiência renal) e nefrolitíase fosfática.

DOSES DO HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO:

(1) Para alívio sintomático da acidez gástrica: 1-3 comp., entre as refeições, ao deitar e quando aparecer a dor ou azia.

(2) Hiperfosfatemia (na insuficiência renal) e nefrolitíase fosfática: 2-10 g, 3-4 x/dia, às refeições.

EFEITOS SECUNDÁRIOS:

Pode ocorrer obstipação, sobretudo em doentes desidratados.

CONTRA-INDICAÇÕES DO HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO:

Obstrução intestinal. Não dar antes das endoscopias pois dificulta a visualização da mucosa.

NOTAS E PRECAUÇÕES:

(1) Mastigar ou chupar os comprimidos. (2) Os anti-ácidos podem dar com a suspensão do tratamento, hipersecreção ácida reactiva. (3) As doses elevadas e a frequência das tomas necessárias para o tratamento da úlcera péptica, dificultam a observância da terapêutica, sendo por isso de preferir o uso da ranitidina ou do omeprazol, nessa situação. (4) Evitar doses elevadas durante a gravidez. (5) Diminui a absorção intestinal de vários medicamentos (ex. a tetraciclina, o sal ferroso e a digoxina). (6) O uso abusivo pode dar síndrome de depleção de fosfatos (hipofosfatémia, hipofosfatúria, hipercalciúria e osteomalácia). (7) O uso prolongado e em doses altas nos doentes com insuficiência renal pode provocar uma encefalopatia e demência.

Interações medicamentosas de Hidroxido de Aluminio

Pode haver aumento dos níveis séricos de quinidina, levando ao quadro de superdosagem, quando esta é administrada concomitantemente com hidróxido de alumínio.

O aumento do pH gástrico, em decorrência da administração de antiácidos, interfere nas características farmacocinéticas e farmacodinâmicas de vários medicamentos. Desta forma ocorre a diminuição na absorção de fármacos fracamente ácidos, como por exemplo, digoxina, fenitoína, clorpromazina e isoniazida, com a possibilidade de redução do efeito destes medicamentos.

Ocorre também o aumento da absorção de fármacos fracamente básicos, tais como pseudoefedrina e levodopa, o que pode resultar no aumento da toxicidade.

Os antiácidos podem interagir por adsorção. Isso pode resultar na diminuição do efeito de alguns medicamentos, como a tetraciclina.

Não deve ser administrado concomitantemente aos antibióticos que contêm tetraciclina (ou qualquer um dos seus sais), benzodiazepínicos, fenotiazinas, diflunisal, digoxina, cetoconazol, flúor, quinolonas, propanolol, penicilina, neurolépticos fenotiazínicos, metoprolol, atenolol, captopril, ranitidina, sais de lítio, sais de ferro, cloroquina, ciclinas, bifosfonato, etambutol, fluoreto de sódio, glicocorticóides, indometacina, isoniazida, oxalato de potássio, lincomicinas ou ácido acetilsalicílico, pois pode haver diminuição da absorção destes medicamentos.

Também deve ser evitado o uso concomitante com levodopa, pois a absorção deste medicamento pode estar aumentada.
Pode-se muitas vezes, evitar interações medicamentosas indesejáveis desses medicamentos com alumínio, administrando-os em intervalos mínimos de 2 horas (4 horas para a fluorquinolonas).

A absorção de alumínio pode estar aumentada se for administrado concomitantemente com citratos ou ácido ascórbico.
O pH sistêmico e urinário pode estar aumentado.
As interações podem ser minimizadas caso o hidróxido de alumínio seja administrado 2 a 3 horas antes ou após a administração de outros medicamentos ou alimentos.

Alimentos

Evitar o uso de bebidas alcoólicas, suco de frutas ácidas e alimentos muito condimentados.

Testes laboratoriais

O uso excessivo ou prolongado deste medicamento pode alterar os resultados de alguns testes laboratoriais tais como dosagem de gastrina e de fosfato no sangue.