Descontaminação digestiva de toxicante

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O início da descontaminação digestiva deve ser feita o mais cedo possível, quando esta for indicado. Inicialmente, deve ser analisado o potencial tóxico intrínseco, a quantidade ingerida, o intervalo de tempo desde a última ingestão do agente tóxico e o estado clínico do paciente.

Estes factores irão ditar a individualização da técnica mais  apropriada.
Podemos dizer que na maioria dos casos, após as primeiras duas horas após a ingestão de descontaminação digestiva, a sua eficácia é muito baixa porque a maioria do veneno está além do estômago, de modo que a descontaminação digestivo pode causar mais mal do que bem.

Mas algumas circunstâncias, tais como o tipo de toxicante (a definição deste termo pode encontrar na definição da toxicologia, bastando clicar aqui), o esvaziamento gástrico retardado, tais formulações farmacêuticas retardo com protecção entérica, coma ou estado de choque, pode alterar este facto.

Métodos de descontaminação digestiva

Deve-se considerar as seguintes possibilidades, alguns dos quais caíram em desuso, enquanto outros se tornaram mais importantes ao longo do tempo.

#1 – Emese por Ipecacuanha

A ipecacuanha é medicamento de escolha quando a emese é indicado. Seu papel é importante na descontaminação digestiva em intoxicação medicamentosa aguda. A forma como este emético se encontra é xarope.

A substância responsável pela actividade emética designa-se emetina que parece possuir mais uma ação: contra amebíase.

Não use ipecacuanha se você administrar carvão activado, os vómitos induzidos por ipecacuanha podem impedir a acção do carvão ativado, e pode atrasar significativamente a sua acção de adsorção e diminuir a sua eficácia.

Em caso de dúvida entre ipecacuanha e carvão activado, se o toxicante é adsorvido é sempre preferível ocarvão activado.

#2 – Lavagem e aspirado gástrico

A lavagem e aspirado gástrico foi muito usado na antiguidade, mas agora é usado pouco.Na maior parte das intoxicações por via oral tem demonstrado ser menos eficaz que a simples administração do carvão activado, e a combinação de ambos não supõe uma vantagem adicional na evolução dos pacientes, ao contrário comporta um certo risco que não pode ser justificado.

Teremos que aspirar o conteúdo gástrico antes de iniciar a lavagem propriamente dita. Os lavados devem ser feitas com água potável ou soro fisiológico, massagem epigástrica e postura adequada do paciente (decúbito lateral esquerdo).

Esta lavagem deverá terminar quando o líquido  aspirado seja claro e raramente se alcançará um total de volume de lavado superior aos 3 litros.

#2 – Carvão activado

O papel do carvão activado na descontaminação digestiva tem vindo a adquirir muita importância e na actualidade a maioria das intoxicações pela via oral se tem estabelecido sua indicação, sempre que o intervalo tempo não é muito grande e quando não há contraindicações.

capacidade adsortiva do carvão activado tem sido dispensada quando há emeses ou mesmo lavegem gástrica, estes tratamentos não possuem nenhum benefício clínico quanto a administração isolada do carvão activado.