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Tratamento da malária não complicada, complicada e na gravidez

O tratamento da malária pode ser feito com arteméter, lumenfatrina, fansidar, doxiciclina, quinina, entre outros. A escolha do medicamento depende do estado da doença, idade, sexo e outras patologias.

Atenção: Qualquer medicamento apresentado no site augustobene.com não deve ser tomado sem o devido acompanhamento médico ou farmacêutico. As informações aqui presentes são meramente informativas.

O que são anti-maláricos?

Os anti-maláricos são fármacos usados no tratamento da malária (infecções por plasmodium spp). Em muitos países a espécie mais frequente que causa malária é o Plasmodium falciparum (cerca de 90% das infecções).

Os fármacos anti-maláricos disponíveis são:

  • Amodiaquina (isolada ou associado ao artesunato – ASAQ)
  • Derivados de artemisina (arteméter, artesunato) associados à lumefantrina (arteméter-lumefantrina – coartem)
  • Quinina
  • Sufdadoxina-pirimetamina (SP – Fansidar) – usada para a prevenção da malária na mulher grávida. Já não faz parte da política nacional de tratamento da malária.

Estes fármacos, geralmente estão e são administrados como terapia combinada (coartem, ASAQ). Podem ser combinados com certos antibióticos que têm propriedades anti-maláricas (doxiciclina, tetraciclina).

Regime de tratamento da malária

Existem pelo menos 3 linhas de tratamento da malária, sendo a 1ª e a 2ª linha, usados no tratamento da malária não complicada. A quarta linha é usada para casos complicados ou graves.

Tratamento da malária não complicada

  • A 1ª linha de tratamento – arteméter e lumefantrina (coartem). Está disponível sob a forma de comprimidos de 20 mg de arteméter e 120 mg de lumefantrina. A primeira dose deve ser administrada na altura do diagnóstico e repetida 8 horas depois. As restantes doses são administradas em duas tomas diárias (de 12 em 12 horas) nos dois dias subsequentes, num total de 6 doses, durante 3 dias.
  • A 2ª linha de tratamento – artesunato e amodiaquina (AS+AQ ou ASAC). Está disponível sob a forma de comprimidos com 200 mg de amodiaquina (153 mg de amodiaquina base) e 50 ou 100 mg de artesunato. Também existem em combinações fixas contendo: 25/67.5 mg (crianças), 50/135 mg (adolescentes) e 100/270 mg (adultos), de artesunato e amodiaquina-base em cada comprimido, respectivamente. A dose de amodiaquina é de 10 mg/kg de peso de amodiaquina-base no 1º e 2º dia, e 5 mg/kg de peso no 3º dia. A dose do artesunato é de 4 mg/kg de peso por dia durante os 3 dias. A duração total do tratamento é de 3 dias.

Tratamento da malária complicada/grave

A malária complicada só poderá ser tratada por meio de cuidados especiais e ela compreende a 3ª linha. Nesta linha costuma ser usada a quinina, que está disponível sob a forma de comprimidos de 300mg ou ampolas de 300mg/ml ou 600mg/2ml.

A quinina deve, preferencialmente, ser administrada pela via intravenosa. Porém, também pode ser administrada pela via intramuscular. As suas doses e dosagens estão divididos em duas categorias:

  • Dose de ataque – 20 mg/kg diluído em 10 ml/kg de dextrose a 5% por via intravenosa, durante 4 horas (não ultrapassar a dose máxima de 1200 mg);
  • Dose de manutenção – 10 mg/kg (máximo de 600 mg) diluído em 10 ml/kg de dextrose a 5% durante 4 horas, a iniciar 8 horas depois da dose de ataque e repetida de 8 em 8 horas até o paciente tomar a medicação por via oral. Se o tratamento continuar por mais de 48 horas, deve-se reduzir a dose de quinina para 5 a 7 mg/kg, para evitar toxicidade. Logo que o paciente melhore e possa tomar medicação por via oral, complete o tratamento com medicamento de 1ª ou 2ª linha. Se houver, contra-indicação aos medicamentos de 1ª ou 2ª linha, passe para quinina oral, na dose de 10 mg/kg de 8 em 8 horas, até completar 7 dias de tratamento (21 doses).

Tratamento da malária na gravidez

O tratamento da malária na gravidez é uma emergência, sendo necessário abordá-la percebendo que estão em risco a mãe e o feto. Recomenda-se que a mulher grávida faça ingestão abundante de líquidos açucarados (água com açúcar, sumos, refrescos).

FIGURA 1. Mulher grávida (fonte Globo)

Os tratamentos a seguir são recomendações de tratamento da malária leve durante a gravidez. Para os casos graves, os protocolos dependem muito dos hospitais e ministérios da saúde. Você também pode verificar no tópico anterior para entender como é feito o tratamento da malária grave.

  • Malária no primeiro trimestre. Atualmente, quinino e clindamicina são o tratamento recomendado para mulheres no primeiro trimestre da gravidez. Os efeitos colaterais do regime de quinino de sete dias, como zumbido ou plenitude nos ouvidos, resultam em baixa adesão e risco de recrudescência. O coartem é uma alternativa lógica ao quinino.
  • Segundo e terceiro trimestres. O uso de artemeter-lumefantrina (coartem), amodiaquina-artesunato, mefloquina-artesunato ou diidroartemisinina piperaquina para o tratamento da malária não complicada no no segunto e terceiro trimestres da gravidez, Têm eficácia de 95% ou mais. O coartem é o medicamento de eleição.
  • Malária por P. vivax. A cloroquina continua sendo um tratamento eficaz para a malária causada por P. vivax na maior parte do mundo.  O coartem também é bastante utilizado. A primaquina é contra-indicada na gravidez devido ao risco de hemólise grave em indivíduos com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). Mulheres grávidas podem necessitar de tratamento supressor, geralmente com cloroquina, até o parto. Pequenas quantidades de primaquina entram no leite materno.

Fonte: Formulario Nacional de Medicamentos, Rojerson, 2017.

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