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Amoxicilina e ácido clavulânico (Clavamox):

O clavamox é um nome comercial para antibiótico composto por amoxicilina e ácido clavulânico. Geralmente ele é usado pela via oral, porque está disponível em comprimido com 250 mg pertence a trihidrato de amoxicilina e 125 mg clavulanato de potássio.

Também é encontrada em comprimido composto por 500 mg de trihidrato de amoxicilina e 125 mg clavulanato de potássio.

As suspensões pediátrica geralmente contém 250 mg de trihidrato de amoxicilina e 62,5 mg de clavulanato de potássio/5 mL em frasco de 100 mL de solução.

Mecanismo de ação

A Amoxicilina é um antibiótico semissintético da família das penicilinas (beta-lactâmico) que inibe uma ou mais enzimas (referidas na literatura como proteínas de ligação à penicilina, PBPs) na via de síntese metabólica do peptidoglicano bacteriano, que é um componente estrutural da parede celular bacteriana.

A inibição da síntese do peptidoglicano leva a um enfraquecimento da estrutura celular, normalmente seguido de lise celular e morte da bactéria.

A Amoxicilina é suscetível de sofrer degradação por beta lactamases produzidas por bactérias resistentes, pelo que o espectro de atividade da Amoxicilina isolada não inclui organismos produtores destas enzimas.

O Ácido clavulânico é um antibiótico beta-lactâmico, estruturalmente relacionado com as penicilinas. Inativa algumas beta-lactamases, impedindo deste modo a inativação da Amoxicilina. O Ácido clavulânico por si só não exerce nenhum efeito antibacteriano clinicamente útil.

Indicações para clavamox

O clavamox tem espectro de acção da  semelhante a da amoxicilina mas alargado a infecções por bactérias produtoras de penicilinase, incluindo S. aureus, E. coli, H. influenzae e ainda M. catarrhalis, bacterioides e Klebsiella spp.

Geralmente a amoxicilina e Ácido Clavulânico é indicada no tratamento das seguintes infeções em adultos e crianças:

  • Sinusite bacteriana aguda (adequadamente diagnosticada);
  • Otite média aguda;
  • Exacerbações agudas da bronquite crónica (adequadamente diagnosticada);
  • Pneumonia adquirida na comunidade;
  • Cistite;
  • Pielonefrite;
  • Infeções da pele e dos tecidos moles em particular celulite, mordeduras de animal, abcesso dentário grave com celulite disseminada;
  • Infeções ósseas e articulares, em particular osteomielite.

Doses da amoxicilina e ácido clavulânico

Lembramos que se deve tomar clavamox sempre de acordo com as indicações do médico. O medicamento deve ser administrado até ao fim do tratamento prescrito. Nos doentes com infecções graves ou com outras situações clínicas particulares (insuficiência renal, por exemplo) a posologia deverá ser sempre a indicada pelo médico.

  1. Em adultos e crianças com mais de 20 kg administrar 375 mg (250 mg de trihidrato de amoxicilina e 125 mg clavulanato de potássio) de 8/8 h no início da refeição.
  2. Em crianças até 20 kg, calcular a dose em função da amoxicilina, 20-50 mg/kg/dia divididas em 3 tomas (usar a suspensão de amoxicilina + ácido clavulânico nas crianças mais pequenas).

Precauções

Devido ao elevado custo e indicações precisas, deve ser reservado unicamente para situações bem definidas para os quais não haja outras alternativas com relação custo/benefício mais favorável (ex: flucloxacilina para infecções devidas unicamente a germes produtores de penicilinase ou amoxicilina isolada se a infecção não for devida a este tipo de bactérias).

Para infecções severas preferir adicionar 250 mg de amoxicilina para obter 500 mg de amoxicilina mais 125 mg de ácido clavulânico.

Reduzir as doses na insuficiência renal moderada (1 comp de 12/12 h no adulto) ou severa (1 comprimido por dia); na insuficiência ligeira não há necessidade de alterar as doses.

Usar com precaução em doentes com hepatopatia.

Durante ou após o tratamento sobretudo prolongado (evitar tratamento por mais de 14 dias), pode ocorrer colestase (condição médica na qual a bile não pode fluir do fígado ao duodeno, wikipédia); o risco da sua ocorrência é 6 vezes maior do que com o uso da amoxicilina isolada e é maior nos idosos (> 65 anos) do sexo masculino; é em geral reversível com a suspensão do tratamento.

Utilizar com precaução na gravidez e só se não houver alternativa mais segura.

Suspender o tratamento se ocorrer erupção cutânea.

Reações adversas do clavamox

Os seguintes efeitos secundários do medicamento composto por amoxicilina e ácido clavulânico observados nos ensaios clínicos incluem:

  • diarreia
  • náuseas (sensação de enjoo)
  • candidíase genital (infecção fúngica vaginal causada por Candida, associada a comichão, ardor e a um corrimento branco espesso)
  • dor abdominal (estômago)

Os efeitos secundários que já foram observados após o uso continuado durante vários anos são geralmente moderados e incluem vómitos (enjoos). Raramente, o clavamox pode estar associado a efeitos adversos mais graves, tais como:

  • inchaço na face, lábios, boca, língua ou garganta, o que poderá causar dificuldades em engolir ou respirar.
  • reacções alérgicas inesperadas, como erupção, comichão ou urticária na pele, inchaço na face, lábios, língua ou outra região do corpo, dispneia, respiração ruidosa ou com dificuldades).
  • febre, dores nas articulações, erupções cutâneas, nódulos linfáticos inchados.
  • reacções cutâneas, possivelmente na forma de borbulhas vermelhas que podem ser acompanhadas de comichão e podem assemelhar-se às erupções do sarampo.
  • doença renal ou problemas em urinar, possivelmente com dor e sangramento.
  • diarreia líquida e grave
  • aumento moderado dos níveis de enzimas hepáticas o que pode significar que poderá ter doença hepática.
  • Falência de leucócitos o que pode resultar em infecções frequentes tais como febre, arrepios graves, garganta dolorosa ou úlceras na boca.
  • Contagem plaquetária reduzida que pode resultar em hemorragia ou hematoma mais facilmente do que o normal.
  • Destruição de hematócitos o que pode resultar em cansaço, dores de cabeça, dispneia durante o exercício, tonturas, palidez e pele e/ou olhos amarelos.
  • Convulsões (ataques ou crises).

Muito raramente, Clavamox poderá estar associado a uma mudança de coloração da língua, podendo apresentar uma aparência pilosa.

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Interações de amoxicilina e ácido clavulânico

Os Anticoagulantes orais e antibióticos da família da penicilina têm sido amplamente utilizados na prática clínica sem notificações de interação. As penicilinas podem diminuir a excreção de metotrexato, provocando um potencial aumento da toxicidade.

Não se recomenda a administração concomitante de probenecida. Probenecida diminui a secreção tubular renal da amoxicilina. O seu uso concomitante com amoxicilina/ácido clavulânico pode aumentar e prolongar os níveis sanguíneos da amoxicilina, mas não os do ácido clavulânico.

A acetilcisteína não interactua com antibióticos tais como a amoxicilina, eritromicina, doxiciclina ou bacampicilina, assim como a associação amoxicilina e ácido clavulânico (clavamox).

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